quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009
Preservando o que é nosso
Um reservatório pra acumular água da chuva, uma caixa de compostagem de lixo orgânico. Um monjolo pra moer milho. Mandalla, pra aproveitar uma área pequena de terra e cultivar um bocado de hortaliças, criar pato, peixe, e preservar o meio ambiente. E de quebra, economizar água na irrigação.
São ideias que a gente acha que são tão bobas, que quando alguém tem essa ideia, nossa primeira reação é dar um tapa na testa e resmungar: "Como eu não tinha pensado nisso antes?"
E é por isso que no dia-a-dia, pequenos detalhes fazem a diferença para uma agricultura sustentável.
Essa idéia me surpreendeu. Fantástica mesmo.
Um agricultor de Limeira do Oeste (MG) usou a criatividade e peças de uma bicicleta para montar uma máquina que funciona como bomba, que puxa água de cisternas. A invenção facilitou a vida da família de Eterno Donizetti de Souza, que vive em um assentamento criado em 2007. As condições de moradia são simples e não há água encanada nem energia elétrica. Para conseguir água, apenas retirando de cisternas, com o uso do balde ou de uma bomba manual. “O desgaste era muito e tirava menos água. Dava muito cansaço”, diz o agricultor. Na falta de tecnologia, Souza usou a imaginação para facilitar o processo. Com pequenas adaptações, o inventor acoplou a bicicleta a uma bomba de água. O projeto ficou pronto em três meses e atraiu a atenção de vizinhos do assentamento. Todo mundo está feliz”, diz o agricultor. (Fonte: G1)
É a "tecnologia" do improviso a favor do desenvolvimento local.
Sabores tropeiros
Sobre o fogão de lenha, um casal do Vale do Paraíba mantém a tradição da culinária rústica dos desbravadores que ali passaram há dois séculos
Texto Suely GonçalvesFotos Ernesto de Souza
Contam que os homens que se aventuraram a abrir os primeiros caminhos da nova terra levavam a fome na garupa. Não tivessem os índios colocado na boca do branco os frutos, as raízes e a carne de caça e os contornos deste imenso país talvez fossem bem outros. Quando a cobiça pelo ouro desviou os caminhos para as Minas Gerais, matava-se por um punhado de farinha. Quem saciou a fome desses aventureiros foram os tropeiros, que passavam a vida num vai-e-vem sem fim. As mulas carregadas de ouro e suprimentos varavam o Vale do Paraíba rumo ao porto de Paraty. Dois séculos foram suficientes para que esses desbravadores plantassem vilas, hoje transformadas em prósperas cidades, e deixassem sobre a mesa dos moradores do vale os segredos de sua comida rústica e saborosa.
Pois ali, à beira do caminho dos tropeiros, no Bairro da Pedrinha, em Guaratinguetá, SP, ainda hoje o que não falta é comida. "Aqui, fome ninguém passa, chegue a hora que chegar", avisa logo Ercílio Mendes Ribeiro, 58 anos, cozinheiro desde os 20. Sobre o fogão de lenha do restaurante Balaio da Roça, a tradição da culinária valeparaibana se mistura com a mineira: frango caipira, feijão tropeiro, leitão à pururuca. E por aí vai. Chega-se ao Balaio da Roça rompendo 21 quilômetros (a partir do centro de Guaratinguetá) da antiga trilha dos tropeiros. Passa-se pela escola, pela vendinha e um desvio de terra batida dá acesso ao quintal onde crescem, na desordem acolhedora das antigas casas do interior, laranjeiras, limoeiros, bananeiras. As galinhas ciscam sem se importar com o entra-e-sai dos clientes. Os mais fiéis se abancam debaixo de um caramanchão. Imediatamente, Júnior, o filho, comparece prestativo com a cerveja gelada no ponto e torresminhos. Quando o restaurante lota, Ana, a mulher, acode pressurosa. Em meio à alegre confusão, sem desgrudar os olhos do tutu que ferve na panela de ferro, ela revela o segredo do sucesso de seu Balaio: "Capricho, só isso".
E deve ser mesmo, porque tudo ali é simples assim. Tão simples que Ercílio nem desconfia que está fazendo história. Preservando a culinária típica do Vale do Paraíba, ele ajuda a manter a tradição dos tropeiros que, durante dois séculos, passaram por sua porta.
Num altarzinho na grande cozinha, onde preparou para a Globo Rural o "maneco com jaleco", um dos pratos mais tradicionais daquelas bandas, a imagem de Nossa Senhora Aparecida zela para que tudo saia nos conformes. "Proteção nunca é demais", adverte esse mestre das panelas. Sábias palavras.
Maneco com jaleco
Texto Suely Gonçalves
Serve 4 pessoas
Ingredientes• 200 gramas de fubá mimoso
• 250 gramas de carne-de-sol
• 100 gramas de toucinho (ou bacon)
• 3 folhas de couve rasgada
• 1 cebola média
• cheiro-verde a gosto
• sal com alho a gosto
• 1 litro de água fria
Como fazer: Dessalgue e cozinhe a carne-de-sol até que fique macia. Desfie e reserve. Em uma panela grande, frite o toucinho na própria gordura. Refogue o sal com o alho, a cebola e a carne. Dissolva o fubá na água e despeje sobre essa mistura, mexendo sempre para não embolar. Quando atingir a consistência de um mingau grosso (ou angu) acrescente a couve, o cheiro-verde e sirva imediatamente.
Dica: no Balaio da Roça, o prato vem acompanhado de caldinho de feijão, torresmo, pimenta e uma cachacinha.
Curiosidade: no Vale do Paraíba, serve-se também o "maneco sem jaleco". Nesse caso, o prato não leva carne. Em Minas Gerais, costuma-se substituir a carne-de-sol pela carne de porco.
segunda-feira, 23 de fevereiro de 2009
Horticultura, novos rumos para a Serra Gaúcha
Novos eventos irão incrementar a programação do 3º Horti Serra Gaúcha, evento técnico voltado para o segmento de frutas e hortaliças, que acontecerá de 20 a 23 de maio, no Centro de Eventos da Festa da Uva, em Caxias do Sul.
Na tarde desta terça-feira (17), no gabinete do prefeito José Ivo Sartori, a Emater/RS-Ascar e a Secretaria da Agricultura, Pecuária, Pesca e Agronegócio fizeram o lançamento do fórum O Campo Abre Caminhos e do 4º Encontro Regional da Alimentação, que serão realizados juntamente com o 3º Horti Serra Gaúcha, o 4º Shopping Rural e a Feira do Agronegócio. “Esses eventos motivam as pessoas, difundem o conhecimento, valorizam o trabalho, criam oportunidades, agregam tecnologias. É isso que precisamos”, destacou o presidente da Emater/RS, Mário Ribas do Nascimento.
O fórum O Campo Abre Caminhos visa a discutir a produção gaúcha e buscar ações para aprimorar a execução das políticas públicas e os processos tecnológicos que visam à melhoria da qualidade de vida das famílias rurais.
Serão três eventos regionais, em Caxias do Sul, Passo Fundo e Santa Maria, que irão apontar quais as necessidades mais urgentes e que deverão estar na pauta de trabalho da extensão rural nos próximos anos, visando principalmente o desenvolvimento da agricultura familiar no Rio Grande do Sul.
O Encontro Regional da Alimentação destina-se aos grupos de mulheres assistidos pela extensão rural, secretários municipais da Educação, produtores rurais e proprietários de agroindústrias. O evento terá palestras que irão abordar temas como mercado institucional para a agricultura familiar, saúde e alimentação, além de oficinas de preparo de alimentos e comercialização de artesanato e produtos das agroindústrias.“Uma vez mais, Caxias do Sul poderá dar uma grande contribuição para a agricultura”, salientou o secretário de Estado adjunto da Agricultura, Gilmar Tietböhl.
O prefeito de Caxias do Sul destacou a importância da parceria com as diversas entidades ligadas ao setor rural para a realização dos eventos. “A presença de vocês vêm qualificar e solidificar o Horti Serra”, afirmou Sartori.
Na ocasião, o prefeito e o presidente da Emater/RS assinaram o convênio que renova a prestação do serviço de assistência técnica e extensão rural pela Emater/RS-Ascar ao município. No último ano, a Instituição completou 50 anos de atuação em Caxias do Sul.
Informações:Assessoria de Imprensa da Emater/RS-Ascar – Regional Caxias do Sul
www.emater.tche.br
Jornalista Rejane Paludo
Fones: (54) 3223-5633 e 99768863
e-mail: repal@emater.tche.br
segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009
Ano novo em março...
Que esse 2009 que vai começar em março venha cheio de realizações. Que eu to cheia de vontade...