segunda-feira, 9 de novembro de 2009

Sumi de vez nesses últimos meses... estressei, cansei, deixei a desejar à mim mesma... mas ninguém é perfeito, e não quero exigir isso de mim...
Correrias com artigos, trabalhos da graduação e da pós graduação, painéis pro Encitec, filhos, família... ai ai ai...

mas vou tentar voltar, devagar... com meu diário eletrônico, que me acalma e me agrada...

sexta-feira, 29 de maio de 2009

Aproveite a natureza

A melhor maneira de ser ecologicamente correto é trabalhar em favor da natureza, e não contra ela. Não se prendsa a regras de projetar seu jardim. Compreender e se ajustar às limitações do terreno economiza tempo, dinheiro e trabalho, e ainbda evita desapontamentos futuros.

Cultive o que já nasceu no seu jardim, em vez de mudá-lo. Se o terreno não escoa bem a água, pense na possibilidade de plantar um jardim com vegetação de brejo, em vez de gastar com um sistema de drenagem dispendioso.

Cultive o que se adapta ao clima de sua região. Caso contrário, as plantas podem ficar estressadas ou sujeitas a pragas ou doenças.

Livre-se de plantas que estão sempre lutando pela sobrevivência. Se seu gramado não recebe luz suficiente ou se há muita competição entre as raízes oir nutrientes, substitua a grama por uma formação que tolere sombra.

Antes de comprar uma planta, pesquise sobre seus hábitos de crescimento, sua altura e sua largura quando adulta, e plante de acordo com essas informações; do contrário, ela necessitará de muita manutenção.

Não insista em um solo de má qualidade. Se seu terreno é argiloso, e há anos você tem se esforçado sem sucesso, para melhorá-lo, construa canteiros sobre ele.

Sol e sombra: voltado para o norte significa que não recebe luz direta. escolha o melhor lugar para canteiros, gramados e áreas sociais ao ar livre.

A proteção contra os ventos fortes é essencial para o crescimento das plantas e para seu próprio conforto. Crie uma barreira de várias camadas com espécies altas voltadas para a área que deseja proteger.

Solo fértil: a competição da terra no seu jardim e sua profundidade, padrões de drenagem, pH e níveis de nutrientes determinarão o que você pode cultivar.

Links especiais

Dicionário de jardinagem: www.jardimdeflores.com.br
Paisagismo e jardinagem: www.paisagismoejardinagem.com.br
Informações sobre flora nativa: www.embrapa.com.br
Reflorestamento: www.refloresta.com.br

sexta-feira, 22 de maio de 2009

O que estamos comendo?

Mais de 1.000 pesticidas, herbicidas e fungicidas são utilizados na produção agrícola no Brasil. Embora essas substâncias sejam consideradas seguras pelas autoridades reguladoras, algumas foram relacionadas a problemas de saúde. A menos que você só consuma o que planta ou compre apenas ´rodutos orgânicos certificados, é provável que a sua comida tenha sido produzida com a utilização de substâncias químicas.

Existem diversas maneiras de se obter uma alimentação saudável:

  • Plante sua própria horta - é a maneira mais confiável de saber o que está comendo;
  • Comre produtos orgânicos, de feiras de produtores ou nas próprias fazendas. Pergunte ao vendedor sobre as substâncias químicas usadas.
  • Peça ao verdureiro informações dos produtos.
  • Lave MUITO BEM as frutas e os legumes.NÃo use detergente.
  • Retire as folhas externas das verduras e descasque frutas e legumes não-orgânicos para reduzir o consumo de pesticidas.
Alimente-se naturalmente, faça exercícios diariamente. Evite cafeína em excesso. Nada de vícios, como álcool (esse pode ser com moderação) e nada de cigarros... A vida é uma só... e devemos aproveitá-la da melhor forma possível.

quarta-feira, 20 de maio de 2009

Amanhã... ou depois...


É na infância que a gente aprende o que é certo e o que é errado. Então, nada melhor que investir (ainda mais) na educação ambiental para as crianças, de modo que elas mesmas ajudem a preservar o que é delas também.
Romantismo ecológico? Eu não acho. É só uma questão de educação. E educação a gente tem em casa, na escola, na rua... Vixi... São tantos lugares...
Mas fico mais feliz, podendo passar isso adiante...
E viva o Chico Bento...

domingo, 26 de abril de 2009

Salve o meio ambiente

O que é viver de modo ecologicamente correto?

Todos querem levar uma vida feliz e equilibrada. Queremos nos sentir bem e estar em forma, gastar menos com as contas da casa e atuar de maneira positiva em relação ao meio ambiente. Ao assumir uma postura ecologicamente correta diante da vida, é possível alcançar tudo isso.
Viver de modo ecologicamente correto significa estar em harmonia com a natureza.
Uma atitude ecologicamente correta simplificará sua vida, além de reduzir gastos com compras e contas da casa.

sábado, 7 de março de 2009

escrevendo sobre o meio ambiente

Sou, agora, estudante de pós graduação em Geografia, Interação e Meio Ambiente.


Durante a semana, pesquisei pequenas curiosidades sobre resíduos. Revistas do CREA-PR e VEJA, revista do CAMINHONEIRO, artigos que eu tinha da época da faculdade, livros, encartes.

E nessa curiosidade toda, larguei mão da fralda descartável que o João Victor USAVA todos os dias, porque já não usa mais. Isso porque uma fralda descartável leva 450 anos para se decompor, e é o terceiro maior item no lixo doméstico. Tá usando fralda de pano, e ainda disse que é mais "totoso" dormir com a fraldinha de tecido. Coisa mais linda da mãe.

A Isabela e o João tem me ajudado, também, na separação do lixo orgânico (que vai virar adubo) do lixo comum, que vai pro caminhão da coleta seletiva.

Uma coisa que me incomodou, no bairro novo para onde eu me mudei semana passada, foi ver um vizinho queimando lixo de banheiro, papel higiênico mesmo... Isso onde tem caminhão passando três vezes por semana. Aí você pensa nas cidades onde é proibido fazer churrasco pra não ter queima de lenha. Fazer o que...

Outra senhora fofoqueira de janela teve a cara de pau de varrer o pátio dela, catar todas as folhas e pequenos galhos, atravessou a rua, e veio jogar no meu pátio. Assim, na cara de pau mesmo... Bom, não sabe ela que aquilo que me ajudou na adubação do meu canteiro de flores.

Acho que vamos ter que um encontro com as crianças do bairro, e com a terceira idade também...

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009

Preservando o que é nosso

Pessoas criativas fazem do dia-a-dia uma magia eterna.

Um reservatório pra acumular água da chuva, uma caixa de compostagem de lixo orgânico. Um monjolo pra moer milho. Mandalla, pra aproveitar uma área pequena de terra e cultivar um bocado de hortaliças, criar pato, peixe, e preservar o meio ambiente. E de quebra, economizar água na irrigação.
São ideias que a gente acha que são tão bobas, que quando alguém tem essa ideia, nossa primeira reação é dar um tapa na testa e resmungar: "Como eu não tinha pensado nisso antes?"
E é por isso que no dia-a-dia, pequenos detalhes fazem a diferença para uma agricultura sustentável.
Essa idéia me surpreendeu. Fantástica mesmo.

Um agricultor de Limeira do Oeste (MG) usou a criatividade e peças de uma bicicleta para montar uma máquina que funciona como bomba, que puxa água de cisternas. A invenção facilitou a vida da família de Eterno Donizetti de Souza, que vive em um assentamento criado em 2007. As condições de moradia são simples e não há água encanada nem energia elétrica. Para conseguir água, apenas retirando de cisternas, com o uso do balde ou de uma bomba manual. “O desgaste era muito e tirava menos água. Dava muito cansaço”, diz o agricultor. Na falta de tecnologia, Souza usou a imaginação para facilitar o processo. Com pequenas adaptações, o inventor acoplou a bicicleta a uma bomba de água. O projeto ficou pronto em três meses e atraiu a atenção de vizinhos do assentamento. Todo mundo está feliz”, diz o agricultor. (Fonte: G1)

É a "tecnologia" do improviso a favor do desenvolvimento local.

Sabores tropeiros

Sobre o fogão de lenha, um casal do Vale do Paraíba mantém a tradição da culinária rústica dos desbravadores que ali passaram há dois séculos

Texto Suely GonçalvesFotos Ernesto de Souza

Contam que os homens que se aventuraram a abrir os primeiros caminhos da nova terra levavam a fome na garupa. Não tivessem os índios colocado na boca do branco os frutos, as raízes e a carne de caça e os contornos deste imenso país talvez fossem bem outros. Quando a cobiça pelo ouro desviou os caminhos para as Minas Gerais, matava-se por um punhado de farinha. Quem saciou a fome desses aventureiros foram os tropeiros, que passavam a vida num vai-e-vem sem fim. As mulas carregadas de ouro e suprimentos varavam o Vale do Paraíba rumo ao porto de Paraty. Dois séculos foram suficientes para que esses desbravadores plantassem vilas, hoje transformadas em prósperas cidades, e deixassem sobre a mesa dos moradores do vale os segredos de sua comida rústica e saborosa.

Pois ali, à beira do caminho dos tropeiros, no Bairro da Pedrinha, em Guaratinguetá, SP, ainda hoje o que não falta é comida. "Aqui, fome ninguém passa, chegue a hora que chegar", avisa logo Ercílio Mendes Ribeiro, 58 anos, cozinheiro desde os 20. Sobre o fogão de lenha do restaurante Balaio da Roça, a tradição da culinária valeparaibana se mistura com a mineira: frango caipira, feijão tropeiro, leitão à pururuca. E por aí vai. Chega-se ao Balaio da Roça rompendo 21 quilômetros (a partir do centro de Guaratinguetá) da antiga trilha dos tropeiros. Passa-se pela escola, pela vendinha e um desvio de terra batida dá acesso ao quintal onde crescem, na desordem acolhedora das antigas casas do interior, laranjeiras, limoeiros, bananeiras. As galinhas ciscam sem se importar com o entra-e-sai dos clientes. Os mais fiéis se abancam debaixo de um caramanchão. Imediatamente, Júnior, o filho, comparece prestativo com a cerveja gelada no ponto e torresminhos. Quando o restaurante lota, Ana, a mulher, acode pressurosa. Em meio à alegre confusão, sem desgrudar os olhos do tutu que ferve na panela de ferro, ela revela o segredo do sucesso de seu Balaio: "Capricho, só isso".

E deve ser mesmo, porque tudo ali é simples assim. Tão simples que Ercílio nem desconfia que está fazendo história. Preservando a culinária típica do Vale do Paraíba, ele ajuda a manter a tradição dos tropeiros que, durante dois séculos, passaram por sua porta.
Num altarzinho na grande cozinha, onde preparou para a Globo Rural o "maneco com jaleco", um dos pratos mais tradicionais daquelas bandas, a imagem de Nossa Senhora Aparecida zela para que tudo saia nos conformes. "Proteção nunca é demais", adverte esse mestre das panelas. Sábias palavras.


Maneco com jaleco

Texto Suely Gonçalves

Serve 4 pessoas
Ingredientes• 200 gramas de fubá mimoso

• 250 gramas de carne-de-sol

• 100 gramas de toucinho (ou bacon)

• 3 folhas de couve rasgada

• 1 cebola média

• cheiro-verde a gosto

• sal com alho a gosto

• 1 litro de água fria

Como fazer: Dessalgue e cozinhe a carne-de-sol até que fique macia. Desfie e reserve. Em uma panela grande, frite o toucinho na própria gordura. Refogue o sal com o alho, a cebola e a carne. Dissolva o fubá na água e despeje sobre essa mistura, mexendo sempre para não embolar. Quando atingir a consistência de um mingau grosso (ou angu) acrescente a couve, o cheiro-verde e sirva imediatamente.

Dica: no Balaio da Roça, o prato vem acompanhado de caldinho de feijão, torresmo, pimenta e uma cachacinha.

Curiosidade: no Vale do Paraíba, serve-se também o "maneco sem jaleco". Nesse caso, o prato não leva carne. Em Minas Gerais, costuma-se substituir a carne-de-sol pela carne de porco.

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2009

Horticultura, novos rumos para a Serra Gaúcha

Caxias do Sul será sede de eventos de peso para a agricultura 17/02/2009

Novos eventos irão incrementar a programação do 3º Horti Serra Gaúcha, evento técnico voltado para o segmento de frutas e hortaliças, que acontecerá de 20 a 23 de maio, no Centro de Eventos da Festa da Uva, em Caxias do Sul.


Na tarde desta terça-feira (17), no gabinete do prefeito José Ivo Sartori, a Emater/RS-Ascar e a Secretaria da Agricultura, Pecuária, Pesca e Agronegócio fizeram o lançamento do fórum O Campo Abre Caminhos e do 4º Encontro Regional da Alimentação, que serão realizados juntamente com o 3º Horti Serra Gaúcha, o 4º Shopping Rural e a Feira do Agronegócio. “Esses eventos motivam as pessoas, difundem o conhecimento, valorizam o trabalho, criam oportunidades, agregam tecnologias. É isso que precisamos”, destacou o presidente da Emater/RS, Mário Ribas do Nascimento.

O fórum O Campo Abre Caminhos visa a discutir a produção gaúcha e buscar ações para aprimorar a execução das políticas públicas e os processos tecnológicos que visam à melhoria da qualidade de vida das famílias rurais.

Serão três eventos regionais, em Caxias do Sul, Passo Fundo e Santa Maria, que irão apontar quais as necessidades mais urgentes e que deverão estar na pauta de trabalho da extensão rural nos próximos anos, visando principalmente o desenvolvimento da agricultura familiar no Rio Grande do Sul.

O Encontro Regional da Alimentação destina-se aos grupos de mulheres assistidos pela extensão rural, secretários municipais da Educação, produtores rurais e proprietários de agroindústrias. O evento terá palestras que irão abordar temas como mercado institucional para a agricultura familiar, saúde e alimentação, além de oficinas de preparo de alimentos e comercialização de artesanato e produtos das agroindústrias.“Uma vez mais, Caxias do Sul poderá dar uma grande contribuição para a agricultura”, salientou o secretário de Estado adjunto da Agricultura, Gilmar Tietböhl.

O prefeito de Caxias do Sul destacou a importância da parceria com as diversas entidades ligadas ao setor rural para a realização dos eventos. “A presença de vocês vêm qualificar e solidificar o Horti Serra”, afirmou Sartori.
Na ocasião, o prefeito e o presidente da Emater/RS assinaram o convênio que renova a prestação do serviço de assistência técnica e extensão rural pela Emater/RS-Ascar ao município. No último ano, a Instituição completou 50 anos de atuação em Caxias do Sul.

Informações:Assessoria de Imprensa da Emater/RS-Ascar – Regional Caxias do Sul
www.emater.tche.br
Jornalista Rejane Paludo
Fones: (54) 3223-5633 e 99768863
e-mail: repal@emater.tche.br

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009

Ano novo em março...

Voltando pra vida de mãe, estudante (de pós graduação: "Geografia, interação e meio ambiente"). Decidida a terminar, de uma vez por todas, o projeto da Agricultura Sustentada pela Comunidade. Vou fazer curso de culinária, pra caprichar nos almoços de final-de-semana. Vou fazer um curso básico de corte e costura (sempre é bem vindo, por causa dos imprevistos)... Vou ler bastante, estudar bastante, cuidar de casa, escrever meus artigos (vai que eu arrumo uma parceria com um jornal impresso???). Vou começar a escrever livros, que são uma vontade DESTE tamanho...Vou fazer minha horta, pra ter verduras e legumes fresquinhos pra minha família consumir todos os dias. Alimentação saudável é tudo de bom. Orgânica, aliás. Vou brincar mais, vou dar mais risada. Vou fazer bolinho de chuva numa tarde chuvosa, ou de sol, quando as crianças pedirem... Vou comprar uma bicicleta, pra passear bastante. Vou fazer um bom curso de dança. Vou tomar banho de sol, de chuva, de cachoeira.
Que esse 2009 que vai começar em março venha cheio de realizações. Que eu to cheia de vontade...

terça-feira, 27 de janeiro de 2009

Agricultura sustentável


A Agência Mandalla de Desenvolvimento Holístico, Sistêmico e Ambiental é um exemplo de que o franchising pode dar certo até mesmo na agricultura familiar.

Criada há seis anos como uma organização da sociedade civil de interesse público (Oscip), a Agência optou pelo modelo de franquia social para replicar as tecnologias que desenvolve com objetivo de tornar a agricultura familiar rentável e sustentável. O projeto – que venceu o Prêmio Inovação em Sustentabilidade do Instituto Ethos e da Agência dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional (Usaid) em maio deste ano – ajuda a evitar o êxodo rural e a obter melhor aproveitamento dos recursos naturais com redução do desperdício. Os R$ 60 mil recebidos na premiação estão sendo usados na melhoria da estrutura de gestão da franquia social.
Círculo de fartura por Andréa da Luz Microecossistema garante equilíbrio biodinâmico da natureza, e sustento e renda para a família do produtor.

Com um centro de pesquisas em João Pessoa (PB), a Agência ganhou projeção com o desenvolvimento do sistema mandalla de produção. Nesse modelo, é possível plantar mais de 60 culturas vegetais, cerca de 450 espécies de frutíferas e criar até 10 pequenos animais em espaços reduzidos, rurais ou urbanos. Além de suprir as necessidades alimentares da família, garante excedentes que podem gerar uma renda de até R$ 2 mil mensais ao agricultor. Atualmente, 1,8 mil famílias já implantaram a mandalla ou outra tecnologia de produção com foco nas características regionais desenvolvida pela Agência. O processo de expansão começou em junho de 2007. Hoje, são 26 franqueados nos estados da Bahia, Pernambuco, Ceará, Paraíba e Rio Grande do Norte; enquanto outros 24 difusores (multiplicadores dos sistemas de produção) trabalham nas regiões do Triângulo Mineiro e do Vale do Jequitinhonha, em Minas Gerais. “Começamos a replicação aqui no Nordeste pela facilidade de acompanhamento, mas a meta é formar quatro turmas de 24 franqueados em todo o Brasil até o próximo ano”, afirma o diretor de Gestão de Estratégias, Tárcio Handel.
Para chegar lá, a Agência desenvolveu uma ferramenta de educação a distância que otimiza o tempo e reduz o custo de formação dos franqueados. “Antes, o processo de formação era feito em seis módulos presenciais e agora é possível trabalhar com quatro presenciais e dois virtuais, aumentando a capacidade de expansão para regiões mais distantes sem perder a qualidade dos repasses de tecnologia”, diz Handel. Os franqueados desenvolvem ações nos seus estados por meio de parcerias públicas e privadas. “Em Pernambuco, temos parceria com a Secretaria Estadual das Mulheres para difusão das mandallas dentro de assentamentos da zona canavieira (Zona da Mata pernambucana) envolvendo 130 mulheres”, conta Handel. No Ceará, os franqueados se articulam com 94 associações comunitárias em uma ação que pode se transformar em política pública da Secretaria de Desenvolvimento Agrário do estado. Em Montes Claros (MG), o projeto deu tão certo que 34 produtores montaram um agroindústria no sistema de cooperativa para beneficiar parte do que é colhido nas propriedades. Para sustentar esse crescimento, a Mandalla conta com patrocínios como o do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), que destinou US$ 150 mil para o projeto de expansão de franquias.




Outros dois patrocinadores (Pepsico e Bayer CropScience) respondem por R$ 300 mil, usados para a manutenção do centro de pesquisa e treinamento. Assim, já é possível sonhar um pouco mais alto. A organização está levando a tecnologia do sistema para o Vale do Zambeze, em Moçambique, onde está sendo montado um centro de difusão; e para a Universidade Earth da Costa Rica, que já implantou uma mandalla para formação de replicadores dentro de uma estratégia de difusão para a América Central. No Estado do Pará, outra franquia vai preparar 1,2 mil jovens com formação empreendedora e capacitá-los na utilização do sistema produtivo. Segundo o diretor, cerca de mil pessoas e A estrutura de produção é formada por círculos concêntricos, com um reservatório de água em forma de funil no centro, de onde parte a irrigação das plantas. Os animais ajudam a adubar a terra, fechando um ciclo auto-sustentável. instituições aguardam aprovação para se tornarem difusores ou franqueados da Agência Mandalla. “A idéia é que os candidatos (pessoas ou organizações) tenham objetivos alinhados com os da Agência, já tenham experiência em desenvolvimento de ações com agricultores familiares e um conhecimento no mínimo superficial de técnicas produtivas.” A dificuldade em atender a demanda por novas mandallas e a quantidade crescente de empresas que desenvolvem estratégias de investimento social privado fizeram com que a Agência vislumbrasse no modelo de franquia uma boa solução. A idéia é unir as organizações brasileiras que trabalham com foco na agricultura familiar (são mais de 50 mil unidades catalogadas pela Mandalla) e as empresas de investimento, aumentando a capilaridade. “Passamos o know-how para as organizações franqueadas (o contrato é similar ao das franquias comerciais, inclusive com base na mesma legislação) para que elas desenvolvam as atividades junto aos agricultores, com capital financiado pelas empresas investidoras”, explica Handel. O custo para o franqueado é de R$ 3,6 mil. A Agência tenta captar investidores que possam viabilizar a replicação de novas mandallas, evitando que os franqueados precisem de capital inicial para participar da franquia. Depois de um processo de formação que dura seis meses, o franqueado está apto a iniciar o trabalho. O modelo foi formatado para que um franqueado trabalhe com pelo menos 24 famílias, gerando uma renda de até R$ 2,1 mil oriunda dos honorários cobrados para acompanhar os agricultores. Cada família deve pagar R$ 2,8 mil para implantar o sistema de mandallas, o que pode ser viabilizado pelo Programa Nacional de Agricultura Familiar (Pronaf) do governo federal. Nesse valor já está incluído o custo da consultoria prestada pelo franqueado durante um ano. Ao final dos 12 meses de implantação, o valor destinado à consultoria começa a ser custeado pela venda do que é produzido na propriedade, que se torna sustentável. O franqueado também passa a ter uma participação nessa comercialização e atua permanentemente na propriedade, como se fosse um gerente de planejamento e controle de produção. “Fazemos um levantamento da capacidade produtiva e do potencial de consumo da região onde será implantada a mandalla e desenvolvemos o planejamento produtivo de acordo com essa lógica de consumo”, diz Handel. A Mandalla também faz consultoria de campo, verifica se as ações desenvolvidas pelos franqueados seguem os padrões da Agência e realiza o repasse de tecnologias pela internet. Além disso, gerencia a marca própria que funciona como um selo de garantia de qualidade dos produtos cultivados de forma orgânica.

De acordo com Handel, por ser um processo de produção sustentável, é possível produzir um pé de alface com o mesmo custo final de uma alface agroquímica. “Obedecemos à lógica da missão da Agência de transformar a agricultura familiar em um negócio sustentável e fazer com que as pessoas da cidade tenham acesso a produtos de qualidade a preços acessíveis, quebrando a lógica usual de que produtos orgânicos são para consumidores das classes A e B”, declara. A garantia de sucesso do sistema está na assistência técnica. “Se não houver acompanhamento permanente dos agricultores, somente cerca de 30% das mandallas continuam funcionando após um ano”, afirma. Isso porque o processo envolve uma grande mudança de paradigma: trata-se de abandonar a prática comum de monoculturas e passar a gerenciar um sistema auto-sustentável. “Sem orientação, as pessoas tendem a usar a mandalla para produzir apenas milho e feijão e aí o sistema perde sua capacidade de retorno, porque a lógica é buscar um equilíbrio energético interno que achatará a matriz do custo de produção permitindo colocar um produto orgânico no mercado com o mesmo preço de um agroquímico”, explica Handel. Esse é o diferencial. “Quando você utiliza a mandalla para a monocultura, a produtividade é muito baixa porque a área é pequena, e essa não é a lógica do sistema. Já os que seguem os procedimentos conseguem uma renda de até R$ 2 mil mensais, um grande fator de motivação para que mais famílias queiram participar.” Além da mandalla, há outras tecnologias desenvolvidas no centro de pesquisa, como o sistema piramidal usado em áreas urbanas em espaços de 2,25 metros quadrados para cultivo de plantas de forma suspensa e criação de até 200 peixes. “Temos outros projetos de piscicultura concentrada em andamento, cuja previsão é de 1 hectare de área para produção de até 300 toneladas por semestre, através de pequenas mandallas”, revela o diretor de Gestão de Estratégias, Tárcio Handel. Segundo ele, o projeto é ideal para regiões com pouca extensão de terra ou baixa disponibilidade de água.



Investimento Franqueado: R$ 3,6 mil
Retorno esperado: cerca de 24 meses
Agricultor: R$ 2,8 mil*
(*) pode ser financiado pelo Pronaf/governo federal

linha Direta Tárcio Handel (83) 3243-2621 / http://www.agenciamandalla.org.br/